14.10.07

>>>>>>> ZÉ DO TELHADO <<<<<<<<


Aceitei o convite para ir à MALAPOSTA (em Olival Basto, à entrada da Calçada de Carriche) ver a peça Zé do Telhado. Nunca tinha ido àquela casa de espectáculos e tenho a dizer: gostei! É um espaço bonito, bem arranjado, moderno, muito limpo, com uma sala acolhedora. No grande átrio havia uma exposição de pintura. Ao fundo, o bar de apoio.
A peça? Num registo revisteiro, parte da narração de Camilo C. Branco nas "Memórias do Cárcere" para nos dar uma visão do bandido que roubava aos ricos para dar aos pobres e que se au-intitulava de "cobrador".
Gostei: da encenação, da interpretação (são actores profissionais, com escola), da direcção de actores, da coerência global do espectáculo que se torna muito divertido.
Não gostei: de algum excesso de caricatura do "puobo" lá do "Nuorte", de alguma cedência à estética popularucha.
Espremido, deita sumo: nos tempos actuais continua a haver necessidade de alguém que tire aos ricos para devolver a quem nada ou pouco tem. Deveria ser o Governo a fazê-lo...
Nota final: há trinta anos o grupo A BARRACA teve um grande êxito com uma peça de Helder Costa precisamente sobre o Zé do Telhado. Um dos actores era o saudoso Mário Viegas.
Vi três vezes esse espectáculo! Inesquecível.
A peça ora em cena na Malaposta não é a mesma e não se compara com a outra. Mas permite o que se chama "um bocado bem passado" - como gostava de dizer o meu tio António.

2 comentários:

avelaneiraflorida disse...

Méon,

Quando era miúda ouvia, muitas vezes ,contar histórias do "ZÉ do Telhado" por alguém, que me sentava nos joelhos, e me ia ensinando coisas novas...

NUNCA ESQUECI!!!!!

Méon disse...

Quem teve alguém que lhe contava histórias, sendo esse alguém uma pessoa decisiva na sua vida - é uma pessoa diferente... especial.
Não é impunemente que alguém nos senta nos joelhos, em pequeninos e nos conta histórias. Isso marca a vida.
Obrigado por partilhares essas recordações.