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3.7.12

LEITURAS - Cartas de amor...

Quem as não tem?



Sabemos o que Fernando Pessoa escreveu sobre isso. E lemos, há uns anos, as cartas que ele escreveu, ridículas naturalmente. Como também lemos as de Ofélia, de publicação mais recente. Ela, muito mais  produtiva (129 cartas), ele nem metade escreveu (51).

A novidade é esta edição em que se juntam os dois conjuntos epistolares, já anteriormente editados mas em separado: Cartas de Amor de Fernando Pessoa (Lisboa: Ática, 1978) ; Cartas de Amor de Ofélia a Fernando Pessoa (Lisboa: Assírio & Alvim, 1996).
O volume actual, já à venda embora tenha a data de edição de Setembro de 2012, com a chancela Assírio& Alvim agora pertença da Porto Editora, apresenta-se como o nº 13 da colecção Pessoana e tem 367 páginas.

Pessoalmente o que me toca mais é a impressão de profunda humanidade que se desprende destas páginas, outrora íntimas. Hoje são públicas pela exposição pública de quem as escreveu, sobretudo pela genialidade da obra de Fernando Pessoa. Mas é essa humanidade, como que um desamparo de seres frágeis e sujeitos às leis dos afectos do comum dos mortais, que me comove e emociona.

Hei-de postar aqui algumas passagens desta correspondência tão bonita e tocante.