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13.1.12

PERPLEXIDADES...




Uma recentíssima sondagem aponta para uma nova maioria absoluta do PSD em caso de eleições.
Quer dizer: a continuada fraude governativa que tantos vêm denunciando incansavelmente não afeta a maioria dos portugueses que, pelos vistos, está contentinha.

Falo com este e com aquele e a conversa é sempre a mesma: "foi a herança de Sócrates que obrigou Passos Coelho a fazer o contrário do que prometera... Ele não fazia ideia do estado em que as coisas estavam..."
Fico banzado com isto e contraponho: "Um candidato a Primeiro-Ministro não sabia em que estado estavam as coisas? A governação não é uma conta sigilosa na Suiça! A Troika, quando para cá veio em Junho, trazia os números todos e fez um programa de governo em 15 dias. Passos Coelho sabia bem o estado do país! Mas fingiu que não ( "Acabar com o subsídio de Natal é um disparate" - dizia ele). Enganou, sabendo que enganava. Ou então, o que é pior: se não sabia, era incompetente para o cargo! "

As pessoas não gostam de ser enganadas. Por isso deve haver outras razões para estes resultados da sondagem . Alguém me sabe ajudar a entender?...

23.11.11

"VEMOS, OUVIMOS E LEMOS. NÃO PODEMOS IGNORAR..." Sophia de M B Andersen

Antero Valério com este cartoon, e António Manuel Pina com a crónica de hoje no JN dão voz à nossa indignação. Continua a vergonha da Madeira!






«Na Madeira o Carnaval financeiro continua animado. Desta vez (crise? qual crise?) são três milhões de euros só para iluminações natalícias e fogo-de-artifício que, com o "programa de animação" dos ilhéus, que andavam desanimados desde que Jardim confessou estar "entalado" com dívidas e não ter mais euros para distribuir (entretanto, porém, já terá pedido ajuda a Passos Coelho), poderão chegar a 5 milhões. A pagar pelos subsídios de férias e Natal adivinhe-se de quem.
Uma verdadeira festa à madeirense: financiamento com dinheiros públicos dos negócios de empresários de hotelaria e comerciantes locais, tudo gente amiga que, como de costume, não gastará um chavo, limitando-se a ficar eternamente grata a Jardim e a embolsar lucros com incontáveis e embasbacadas multidões de turistas que "vai vir em 'charters'" da China e do Mundo inteiro para ver as "iluminações"; e contratação das "iluminações" por ajuste directo à empresa de um ex-deputado do (surpresa!) PSD-M e por um preço meio milhão acima do valor por que ela se propusera fazê-las em concurso público entretanto anulado após impugnação de outros concorrentes.
Enquanto isso, por cá, os "cubanos" passarão o Natal às escuras pois, como diz o Governo da "troika" (ou lá de quem ele é), é preciso empobrecer. É a nova versão da fábula da cigarra e da formiga, com a cigarra sempre a folgar e a formiga, na penúria, a trabalhar para lhe pagar os folguedos.»

(Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 23 nov 2011)