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11.10.11

IMAGENS DO MEU OLHAR - PORTAS DO TEJO

Portas do Sol, na muralha de Santarém

Santarém não é só Portas do Sol. É também portas do Tejo - estrada líquida remendada de areia,  a preguiçar lá em baixo, desde a Chamusca até às Caneiras e Vila Chã de Ourique.
O Tejo aqui é um rio triste, sem barcos, sem pescadores, sequer os da beira rio. Nem uma cana a fazer cócegas à água.
Rio sem riso, torna triste o olhar.


Portas do Sol


Tejo, próximo de Alpiarça

Fotos © Méon
Outubro, 2011

12.8.08

POR AQUI E POR ALI






Terei ganho alergia ao computador?
A verdade é que não me apetece sentar aqui a escrever seja o que for. Porquê?
Só pode ser por causa do Verão e do sol. Há tanta vida lá fora !... E mesmo em casa é de outra vida que preciso: a verdadeira, a falada e partilhada em ALEGRIA .
Ó meus amigos, vamos viver o sol e o ar livre. Deixemos o resto lá mais para o Inverno.

11.6.08

Não pode!!!


De tirar a respiração !
Ontem foi dia de alongar os olhos. A máquina fixou esta imagem, os olhos perderam-se lá longe, o coração bateu pela terra onde crsci. Lá está ela, do lado esquerdo, já perto da linha do horizonte... Alpiarça!
Como descrever tanta beleza? Lembrei-me de um texto do velho professor que gosta de mostrar Portugal:

As Portas do Sol são um daqueles lugares predestinados, irrepetíveis, que, vistos uma vez, não se esquecem mais. Mal sei encontrar as razões do encantamento: é a lonjura, a luminosidade, um imenso sentimento de paz que vem do predomínio das linhas horizontais. Mas não é só isso, e o que falta dizer é o essencial, mas é indizível. Há uns anos acompanhei amigos meus do Rio de Janeiro e levei-os até ao parapeito da muralha. A forma como exprimiram a emoção quase me surpreendeu: «Mentira! Não pode!» O que é que é mentira, o que é que não pode, quis eu saber. Um lugar não pode ser tão belo, era o que estavam a dizer. Lembrei-lhes as paisagens emocionantes do Rio visto do Corcovado ou da Urca: « É outra coisa. Lá a gente sente-se perdida, aqui é o mundo que fica dentro de nós.»
E é verdade. Nas Portas do Sol não cabem as palavras fortes: abismos, imensidões, vertigens, tudo isso fica errado aqui. Vêm antes ao espírito versos desgarrados de sonetos de Camões: alegres campos, verdes arvoredos, leda serenidade deleitosa, num jardim adornado de verdura…


[José Hermano Saraiva in: Itinerário Português – O TEMPO E A ALMA, Gradiva, Lisboa, 1987]
Foto (C) J. Moedas Duarte