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13.6.11

PARABÉNS, FERNANDO PESSOA










Se fosses vivo farias hoje 123 anos!  - forte razão para já não estares vivo...
Altura boa para reler o teu longo poema a Santo António, que começa assim:






Nasci exactamente no teu dia -
Treze de Junho, quente de alegria,
citadino, bucólico e humano
Onde até esses cravos de papel
Que têm uma bandeira em pé quebrado
Sabem rir...
Santo dia profano
Cuja luz sabe a mel
Sobre o chão de bom vinho derramado!


E lá continuas, em tom jocoso, a conversa poética com o teu santo... Para finalmente concluires:

Sê sempre assim, nosso pagão encanto,
Sê sempre assim!
Deixa lá Roma entregue à intriga e ao latim,
Esquece a doutrina e os sermões.
De mal, nem tu nem nós merecíamos tanto.
Foste Fernando de Bulhões,
Foste Frei António -
Isso sim.
Porque demónio
É que foram pregar contigo em santo?

17.6.09

IMAGENS DO MEU OLHAR - VALE DE SANTARÉM

Quinta de Santo António







Vindos de Valada pela "estrada do campo" deparamos com a Quinta de Santo António. Ah!...
Pela construção pareceu-me ser dos anos 20 ou 30 do século passado, talvez reconstrução de edifício anterior. Até porque está inserida numa vasta propriedade agrícola.
Achei curiosa a grande torre que domina a casa - e os campos em redor - símbolo de poder do grande proprietário. Lá de cima, ele impunha a sua presença e vigiava os servos da gleba, como tão bem retratou Alves Redol no romance, hoje quase esquecido, "Barranco de Cegos".
Limitei-me a guardar imagens. Sobre a quinta, mais não sei... Até porque "quintas de Santo António", deve haver mais de trinta em Portugal...
Fotos © Méon