Só uma parte dos portugueses - sobretudo da que vive nos centros urbanos - tem televisão por cabo. O resto, que ainda é muita gente, e com menos recursos, conta apenas com as chamadas televisões generalistas: RTP, SIC e TVI. Para fugir, só apagando a televisão.
Ontem, no horário nobre, andei por ali e fiquei siderado: todas estavam sintonizadas com o SEGP - Serviço de Embrutecimento Geral ao Pais.
Um tal Bruno Nogueira elevado a comediante foi o criador do programa. Sem chama, sem imaginação, enveredando pelo mau gosto e pela imbecilidade. Miguel Guilherme, que tão bem fez o "Conta-me como foi", ali obrigado a ter graça, metia dó. Confrangedor! Que saudades do antigo Herman e Cª!
Mas que grande serviço público, ó RTP. Privatiza-te, vai chafurdar na "iniciativa privada", ao menos não tenho de continuar a pagar uma coisa que não existe!
Isto é: passei da retrete para a sentina. Aquilo é abaixo de estrume! Cheiro fétido! Uns tipos a rebentar de gordura suam que nem focas para perderem peso. E depois choram, choram a sério. Uma apresentadora aos guinchos faz de compére daquela tropa toda.
Um tal "castelo branco" era o palhaço mais triste que alguma vez vi. Uma coisa com pernas e braços a dizer nem percebi o quê. E depois apareciam indígenas de umas ilhas perdidas do terceiro-mundo, que ensinavam formas ecológicas de vida como comer larvas e tomar banho em poças de água barrenta. Riam-se muito e diziam que tinham aprendido muito com aquelas experiências todas.
E Fialho Gouveia... Raul Sonado...Carlos Pinto Coelho...
E as "noites de cinema". E as peças de teatro - teatro que desapareceu da televisão....
Não tenho vergonha de dizer: apaguei a televisão e saí dali com vontade de chorar.