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12.9.12

UMA FLOR QUE NASCESSE...





Quando ontem li a carta aberta escrita por Eugénio Lisboa ao primeiro-ministro partilhei intensamente o que ele diz sobre a velhice. Não tendo a idade dele, tenho a suficiente para já perceber o que ele sente.
Sim, "Este país não é para velhos" - mas também não é para novos!...

De norte a sul, uma onda de revolta varre esta praia portuguesa. Quero acreditar que algo se passará em breve. Como é possível esticar tanto a corda?

Infelizmente olho para a esquerda política e não vejo capacidade para criar uma alternativa credível.
O PS que foi de Sócrates não tem qualquer crédito. Quem acredita naquela gente que arruinou o país com as PP's? Chega a ser patético o ar de Seguro a armar ao indignado e a pedir uma reunião de emergência com o presidente da república.
O PCP tem toda a razão nas denúncias que faz mas... que condições tem para ser Governo? Aliado com quem? Com que Programa?
E o BE é a mesma coisa...

 Vai haver um Congresso de esquerda não alinhada, em Outubro. Queria ter esperança...
Este país tem de ser para velhos e para novos, tem de ter lugar para a esperança de todos os portugueses. Mas que caminhos para lá chegar?

Ah! Uma flor que nascesse, mesmo entre tojos e ervas secas...


29.4.10

ACABOU A FESTA... dizem eles.

Este texto foi tirado daqui. Porque diz tudo o que sinto, porque não diria melhor, porque está de acordo com a enorme revolta que vejo à minha volta.
O velho problema deste pobre país: as suas elites são gente sem escrúpulos.

Com a devida vénia:

«Acabou a festa?



Presumo que sem indisposições ou espelhos por perto, o senhor presidente do BCP, citado por um diário a propósito do estado do País, proclamou: "Acabou a festa". Aparte o carácter circense da frase, é pena que ninguém tenha perguntado o óbvio ao senhor Carlos Santos Ferreira: "Acabou a festa para quem?". E já agora: "Que festa?".
Entre gestores, banqueiros e alguns políticos de turno existe, pelos vistos, uma ideia generalizada: o português comum vive em permanente banquete, sempre acima das suas possibilidades, a armar em rico. Curiosa ideia esta que transforma a nova versão da sardinha para três num repasto de faisão. E ainda por cima, em permanência.


Devo ter andado muito distraído nos últimos tempos.
De facto, devem ser os gestores de grande porte, o "bloco central de interesses" e os bancos, coitadinhos, que têm levado o País por bons caminhos e sem turbulências. Eles cumprem, está bom de ver, a espinhosa missão de nos colocar nos eixos. E nós, os delinquentes, teimamos em sair fora dos trilhos. Fica-se assim a saber, por exemplo, que assuntos relacionados com negócios de sucatas, aeroportos, privatizações, BPP´s, BPN´s, PT´s e submarinos fazem parte de um modelo de gestão rigorosa e acima de qualquer suspeita. Nós, pelos vistos, é que abusamos do "filet-mignon" e estamos a prejudicar o País. Somos, no fundo, uma despesa social incomportável. E dispensáveis nos intervalos entre eleições.


Por este andar, a democracia também terá custos insuportáveis.


Já faltou mais.»