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8.9.10

O DOCE MÊS DE SETEMBRO



                                                               Foto: Avelino L. Araújo


Dois poemas de Fernando Jorge Fabião, a sublinharem o belíssimo "Setembro", do A.L.A.

TÍLIAS

Recolheu os manuscritos.

Contou as tílias, a promessa

das cores. Emudeceu,

Nada alterou a sombra amável

nem a dignidade do olhar.

O ramo da escrita: luz surda

respiração

puro tacto.

Louvor mudo.



IMPRUDÊNCIAS


Há sempre, no amor, uma imprudência
um dizer atento
uma flor centrada na alegria da água

Há sempre um esboço de dança
uma gestação de ouro e seda.

O primeiro céu, a primeira colheita
o alvorecer das mãos
no corpo celeste.

Há sempre, no amor, uma mina insondável
um espólio de giestas e searas profundas.

E um imenso desejo de cantar.

Fernando Jorge Fabião

18.9.07

O mês das uvas


(...)
"Desejamos o amor, completo e derradeiro
como o cheiro do mosto nos lagares de Setembro"
(...)
Daniel Filipe , A Invenção do Amor