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6.9.10

SARAVÁ, MEUS AMIGOS PROFESSORES!

De regresso às escolas, ao bulício das reuniões, aos processos dos alunos, às planificações de aulas e actividades... Estou convosco!
Reformei-me há dois anos, é verdade mas " não saí do combóio, apenas mudei de carruagem..." - como gosto de dizer.

Ontem alguém me enviou por mail este texto que aqui deixo. Merece ser lido. Porque é uma boa resposta aos que não percebem o que é ser professor e continuam a denegri-los. 


 
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8.6.10

CARTA A UMA PROFESSORA

Quando a decepção e a descrença nos invadem, nestes dias de chumbo...
Quando tudo parece cinzento e sem esperança...
Quando duvidamos da capacidade dos jovens para inverter a derrocada...

...eis que surge esta CARTA À DIRECTORA DE TURMA, em final de ano lectivo, assinada por uma turma de um 11º ano do Secundário.

 Enquanto houver professores como tu não desistirei de acreditar no futuro!




«É sempre tão difícil começar a escrever o que quer que seja para si. Não por ser uma pessoa difícil, porque não o é, mas por ser uma pessoa diferente, uma pessoa especial, muito especial.

Sabemos que nunca vamos arranjar palavras tão bonitas para qualificar o seu trabalho e a sua amizade perante todos nós; sabemos também que nunca conseguiremos agradecer-lhe por tudo, e pedir-lhe desculpas muito menos. No entanto, temos perfeita noção que faz um esforqo enorme por nós e para nós, e muitas vezes nós estamos cansados, desconcentrados, distraídos e acabamos sempre por desistir de nós mesmos! É nessa altura que temos sempre alguém que nos puxa, esse alguém é a stora, e mesmo que não nos abra os braços, estende-nos a mão e pede-nos baixinho que não desistamos de crescer, de olhar para dentro dos nossos corações e de escolher sempre o caminho mais difícil, pois este é o único que nos poderá levar onde mais precisamos, isto é, dentro de nós porque para conseguir basta acreditar, essencialmente, em nós mesmos!

Mas acima de tudo, merece, sem dúvida, um grande pedido de desculpas, não individual mas em grupo, por nem sempre conseguirmos ser os alunos que gostaria de ter, por nem sempre acreditarmos e desistirmos de nós próprios, por nem sempre a ouvirmos e, acima de tudo, por nem sempre conseguirmos dar-lhe o seu verdadeiro valor.

Obrigada por nos fazer crescer consigo em cada aula, obrigada por nos ensinar tudo aquilo que aprendeu ao longo da sua vida, obrigada por nunca nos virar as costas, por nos ouvir sempre que é preciso, obrigada por acreditar em nós, e nunca desistir de nos fazer lutar, obrigada por ser quem é, obrigada por tudo!

Daqui a um ano, estaremos a despedir-nos de si, para entrar numa nova fase das nossas vidas, e não duvide, que nessa fase vamos pensar muito em si. Vai ser sempre um exemplo de integridade, sinceridade e honestidade.

E apesar de não estarmos em condição de lhe exigir nada, pedimos-lhe que não desista de nós, que continue a acreditar em si e na quantidade de coisas que ainda tem para nos dar. Pedimos-lhe, do fundo nos nossos corações, que não deixe de ser a pessoa fantástica que nós sabemos que é!»

16.4.10

UM PROBLEMA DE CIVILIZAÇÃO ?


jornal I de ontem trazia duas páginas sobre as dificuldades no domínio da Língua Portuguesa pelos alunos universitários.

Uma breve citação:

«A incapacidade de usar a língua portuguesa de forma correcta é um "mal generalizado" entre os alunos de todos os anos, avisa Manuel Henrique Santana Castilho, docente da Escola Superior de Educação de Santarém. "São raros os que conseguem organizar um pensamento e escrevê-lo sem incorrecções", diz o professor que ensina Gestão Educacional aos futuros candidatos a professores do 3.° ano. Os erros vão muito além da ortografia e da gramática, conta Isabel Ferreira, que dá aulas de Física aos caloiros do Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa: "Na generalidade, escreve-se como se fala. Os alunos distorcem as palavras para permitir uma colagem entre a grafia e a fonética."»


Como se chegou aqui?
Há logo quem culpe o Governo. Ou os professores. Ou os pais. Ou todos.
A verdade é que este não é um problema específico de Portugal, passa-se um pouco por todo o mundo.
Sempre que vem a propósito pergunto aos jovens se têm televisão, computador e Playstation no quarto. A esmagadora maioria tem. E ligam-nos assim que chegam a casa.
O pouco que lêem é sincopado, intermitente, nos ecrans do computador. Tudo passa pelas imagens rápidas, sem tempo para a interiorização.

Problema de civilização, parece-me. A família e a escola não têm capacidade para limitarem este caudal tecnológico que tudo submerge.
Os professores defrontam-se diariamente com a incapacidade dos jovens em manterem níveis regulares de concentração. E os pais não sabem como obrigar os filhos a estudarem à maneira antiga: lendo, sublinhando, resumindo, fazendo esquemas, reproduzindo por outras palavras, sintetizando...

E ninguém tem soluções para isto.

20.2.10

PROFESSORES DIZEM ADEUS...



Quem pode vai-se embora. Há algo de muito errado nesta onda de abandonos. Muita gente - que conheço! - gosta de dar aulas, de estar com os alunos, de realizar projectos, de ajudar os jovens a crescer.
Então, por que se vão embora?
O Diário de Notícias de hoje dá que pensar...

1.6.09

EXERCÍCIO DE IMORTALIDADE

Rubem Alves:

"Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O Professor, assim, não morre jamais..."

3.9.07

Já tocou a sineta!!


E lá fui a correr. Agora já não era o menino de calções a entrar na sala do temido professor Dinis. Eu era o professor! - não temível, penso eu... Mas não era o único. Havia lá mais de cem! Caramba, que exagero de docências!
As piadas choveram: "Ó sôr Titular! Não tem ordens a dar à gente?"
De manguito mental no bolso lá fui respondendo: "Com muita honra! Tintular ao almoço e ao jantar!!".
Havia lá outros como eu, amigos de um bom e frugal tinto às refeições, que se juntaram de imediato à confraria. E a madame lurdes que se vá catar! - diziam eles.
Agora a heresia. Assumida! ---» EU JÁ TINHA SAUDADES DA ESCOLA! Dos colegas, das piadas, das chatices, das horas gratificantes de trabalho colectivo. Palavra!
E recordo sempre o olhar tão triste de uma colega que não conseguiu colocação, quando, há uns anos, fiz o eterno desabafo do " gaita, vai recomeçar tudo outra vez, minhas ricas férias!!"
E venham os jovens! Também tenho saudades deles! Muitas! A minha vida, a ter algum sentido, faz-se desta partilha diária com eles. Tentando transmitir-lhes a alegria de se estar vivo, olhar o sol e cumprir-se como ser humano integralmente íntegro.
Para os colegas que estão a re-começar: força, companheiros de jornada!