Pingo Doce afronta o 1º de maio:
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Não me admiro: é a natureza do capitalista sem escrúpulos.
O que me indigna, o que não entendo, é ver este povo a vir comer à mão de quem o explora.
Passei à porta do supermercado PD e não vi gente miserável.
Mas... afinal onde está a surpresa? Estes são os filhos e os netos dos que aguentaram 48 anos da salazarismo contra o qual apenas uma minoria lutou contra...
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1.5.12
18.2.11
HISTÓRIAS DE AMOR E DE SALAZARISMO
J. Cardos Pires, por Júlio Pomar
Ontem,no Quintas Com Livros, a comunidade de leitores da Biblioteca Municipal debateu o livro HISTÓRIAS DE AMOR, de José Cardoso Pires. A edição recente tem uma curiosidade: traz as marcas das passagens que a censura marcou a azul na altura da sua primeira publicação, em 1952, e que levaram à retirada do livro do mercado. Esse acabou por ser o tema central da conversa. A Censura era um atestado de menoridade mental aos portugueses e um certificado de estupidez e cretinice para os seus agentes. E como é que há gente que diz que tem saudades deste tempo? Que apela a "um novo salazar que ponha isto na ordem!"? Que gente é esta, que oiço por aí, destituída de lucidez, de cultura histórica e de dignidade?
E não me venham com a história de que as pessoas estão frustradas, desencantadas, desenganadas. Se estão, então lutem, ergam-se, protestem, gritem, exijam.
As marcas da censura são a imagem de uma época dominada por uma elite marcada pela hipocrizia, pela tacanhez mental, pela miséria moral. E pela demissão e cobardia de muita gente que vivia de cerviz dobrada.
É disto que têm saudades, ó invertebrados do meu país?
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