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9.12.11

TEMPO




TEMPO

Cá de cima
vejo quem me fita
e de longe fixa
minha imagem

Acaso de voo
presença breve
como o olhar
de quem julga prender-me

Assim voa o tempo
no bater de asas
que vai levar-me
deste fotograma



© Foto e texto de MÉON

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20.10.11

ONDE PÁRA O TEMPO?


Diz-se que o tempo é a consciência da duração e do rasto que ela deixa.
O postal é do final do século XIX, Torres Vedras, antiga avenida Casal Ribeiro, hoje  5 de outubro. Comparo-a com a imagem atual, em baixo. 
Onde pára o tempo que aqui passou?
Onde estão aqueles que deixaram este rasto?
Onde estaremos, nós, amanhã?





17.5.11

ENIGMA



 
“(…) o enigma do tempo é a questão que não pode ser iludida: com que pressa passou tudo o que passou às vezes tão devagar?”
(Eduardo Prado Coelho, A Poesia Ensina a Cair)

(Foto Méon, Ruínas do Palácio dos Alcaides - Castelo, Torres Vedras, Maio 2011)

12.3.09

"NUNCA MAIS"




Talvez a folha que ali vai no vento

Te volte aos ramos, árvore que choras...

Não voltam as que levam o esquecimento!

São as folhas do tempo, são as horas.


A folha que revoa pelos rasos

Nas asas dos tufões é feliz, ela!

Que até desfeita em pó, nos seus acasos,

Pode às vezes o vento ali trazê-la;


E pode, entre as raízes do arvoredo,

Ir na seiva do ramo onde nascera,

Tornando a ser ainda, tarde ou cedo,

Nova folha de nova Primavera.


Mas quem me dera a mim achar no vento

Em horas de saudade, em horas tristes,

Um pó que fosse vosso, um só momento,

Folhas do tempo que a voar fugistes!...

(Fernando Caldeira)

Foto (C) Méon

16.11.08

O TEMPO...


Os "crescidos" já cá não estão. Os pequenitos são sexagenários.
O tempo, esse grande predador!
Era em S. Vicente do Paul, concelho de Santarém. 1951.


8.10.08

DE LONGE


De Coimbra, passando por Paris , com raizes em Folques: tantos anos de vida, tantos livros que se leram. Amizade construída pelo tempo.


E O TEMPO RODA...




Contamos o tempo
enquanto tivermos tempo
de o contar.
Hoje, dia de "cumprir anos",
o tempo vai contando
quanto tempo
me há-de dar...
(Foto(C) Méon. Relógio de sol, Santuário de Nª Sª d'Aires, Viana do Alentejo)

21.8.08

ACASO E TEMPO



Divago mais um pouco, a propósito do postal anterior.
Sempre me intrigou o facto de haver pessoas que se consideram azaradas e outras com sorte, tanto mais que isso corresponde à realidade da nossa experiência diária.
- Fulano tem uma sorte danada, corre-lhe tudo bem...
- Nasceu com o cu virado para a Lua, é o que é...
De outros se diz:
- Coitado, mais uma para o rol das desgraças. Aquele não tem tido sorte nenhuma....
- É verdade, são umas atrás das outras...
Como entender isto?
O mais fácil é acreditar na "Divina Providência", os chamados "desígnios do Altíssimo", que podem coexistir com a crença em poderes maléficos: "magia negra", "maus olhados", "quebranto", etc.
O Homem seria, assim, uma espécie de joguete de forças superiores que o ultrapassam e contra as quais pouco pode fazer. A não ser esbracejar, como o náufrago no mar alto.
O curioso é que há muita e boa gente que acredita mesmo nisto! Já muitas vezes acreditei, apesar de saber que é uma ideia perfeitamente irracional.
Sim, como entender?
Foi aqui que me recordei de um conceito inovador introduzido pelo historiador francês Fernand Braudel na década de 1940: o da duração do tempo histórico.
A que propósito?
Mais logo tentarei dizer...




12.8.08

POR ACASO?

Depois de uma declaração, ontem, de afastamento temporário, este regresso imediato parece incongruente. Mas há coisas que só podem explicar-se por razões de acaso - se é que o acaso tem razões...

Não esqueço a impressão que me causou a primeira leitura de "A Insustentável Leveza do Ser", de Milan Kundera. A ideia básica que retive foi a de que uma parte das nossas vidas depende de acasos que não controlamos. Tal como na evolução natural, é o aleatório que determina uma percentagem significativa dos dias que vivemos.

Talvez isto explique a impressão de que há pessoas com azar na vida e outras com sorte. O que pode acontecer, na verdade, é que cada pessoa tem uma percepção própria do tempo. Há aquelas para quem o tempo é uma linha contínua de sentido único e dela não são capazes de sair; e há outras que o vêem como sucessão de ciclos, cuja duração pode ser influenciada pelas escolhas que fazem a cada momento, sendo capazes de criar "momentos decisivos" de mudança de ciclo.

Estas pessoas estão mais atentas aos sinais do tempo e são capazes de criar, elas próprias, alguns sinais que mudam o tempo. Fazem as coisas acontecer, enquanto as outras são acontecidas pelas coisas...



O que me suscitou estas reflexões foi um livro que casualmente(?) me veio parar às mãos. Porquê? Talvez porque provoquei o acaso: não encontrei um envelope que queria numa livraria. Podia ter-me conformado e rranjado outra solução. Mas teimei e entrei numa segunda. Onde, para além do que pretendia, me esperava este livro que me está a ajudar a entender o acaso, sem recorrer às estafadas ideias de que é a divina providência que o comanda à distância...
Voltarei ao assunto...

11.9.07

RELÓGIO DE ANTIGAMENTE


( Igreja de Santo Isidoro, freguesia do concelho de Mafra. Foto (c) Méon)


Por cima da porta da galilé, um velho relógio de pedra.
Parece uma ave de asas abertas, metáfora do tempo que voa.
Nesses tempos os relógios marcavam horas sem mecanismos complicados. Uma sombra, apenas, caminhando lentamente no mostrador. O sino da torre tocava as "avé-marias" pela manhã, ao meio-dia e ao pôr-do-sol. Ritmo lento de um tempo com outra dimensão.