Tempo e lugar: poucas vezes a identidade é tão perfeita.
Azenha de Santa Cruz, Torres Vedras(foto Méon)
Fernando Jorge Fabião visitou-me um dia destes. Com um poema na mão e os olhos iluminados.
Nítido, puro, límpido.
Casa habitada de alvura à beira mar.
ESCREVER
porque escrever
é uma coisa indestrutível
como residir na casa branca
da infância
ou convocar aromas, utensílios
colheitas iluminadas.
quero habitar a árvore
até alcançar a ciência dos ramos
e escutar a perplexidade do verde.
