... com a subida nas sondagens de toda a direita ao longo da semana.
Por isso decidi alterar o que anunciara e votei - como aliás já deixara expresso há dois dias na minha página do facebook.
Não é que interesse muito o que eu faça. Mas devo uma satisfação aos amigos que por aqui vão passando e que me perguntam a opinião.
Aí estão os resultados previsíveis. Não percebo como se festejam vitórias e se lamentam derrotas. O programa do próximo governo já todos sabem ( e já sabiam ontem...) qual vai ser.
É claro que me preocupa a incapacidade da esquerda para lidar com a economia global. E também a sua parcelização que não permite projectar em mandatos a totalidade dos votos que obtêm em separado. Mas isso são contos largos...
Mostrar mensagens com a etiqueta eleições legislativas 2011. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eleições legislativas 2011. Mostrar todas as mensagens
5.6.11
21.5.11
QUEM GANHOU? QUEM PERDEU?
Neste "grande e decisivo debate", acho que ninguém ganhou.
E que perdemos todos!
Perdemos tempo. Perdemos paciência. Perdemos uma oportunidade de sermos esclarecidos.
Porque a questão central é esta:
1 ---» ou temos em conta que há um "programa/acordo" já estabelecido pela Troika e assinado por três partidos - e então o que eles têm é de discutir a forma de o pôr em prática; logo, têm de saber dialogar, convergir e concretizar. Mas o que vimos foi os líderes dos dois maiores partidos do acordo mostrarem hoje que não querem nem sabem dialogar. Sócrates continua arrogante, teimoso e incapaz de reconhecer os erros. E P. Coelho não explicou claramente como vai fazer melhor sem mexer no Estado Social. Houve pugilismo verbal e perdeu-se o debate de soluções no contexto do tal "programa/acordo".
2 ---» ou não aceitamos esse "programa". Essa é a posição do PCP e do BE. Estes partidos sabem dizer o que não querem e apontam caminhos alternativos, mas são incapazes de nos explicarem como percorrê-los. Isto é: não têm soluções políticas dentro do quadro democrático.
O PCP não se cansa de apelar a "uma política patriótica e de esquerda" e repete o seu programa de 2009, como se não houvesse pré-bancarrota, troika e contexto internacional. Vai a votos e alimenta a secreta esperança de que o povo acorde, FINALMENTE! - e vote PCP. Mas não explica como faria Governo se essa fantástica hipótese se concretizasse, ele que nem uma Frente Comum Eleitoral consegue delinear com o outro partido da esquerda, o BE.
BE que, por sua vez, fala como se tivesse uma expressão eleitoral esmagadora - esquecendo que só tem alguma audiência porque há muitos descontentes, mas sendo incapaz de propor alternativas políticas viáveis e credíveis. De modo que esta esquerda é pouco menos que inútil. Dá voz ao descontentamento mas não apresenta meios para o solucionar - a não ser no muito longo prazo.
Por isso não me sinto representado por nenhuma das forças políticas em presença. Por isso acho estas eleições uma perda de tempo e de dinheiro. Por isso ponho claramente a hipótese da ABSTENÇÃO.
Não voto em BRANCO porque isso equivale a dizer "para mim qualquer um serve", quando na verdade nenhum serve.
Não voto NULO ( com uma diagonal em todo o boletim) porque isso é fazer equivaler o voto a um engano ou preenchimento deficiente.
ABSTENÇÃO como acto cívico que quer dizer: não alinho nessa comédia, os dados já estão lançados e viciados à partida, recuso-me a caucionar esta farsa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
