18.2.11

HISTÓRIAS DE AMOR E DE SALAZARISMO

                                                     J. Cardos Pires, por Júlio Pomar

Ontem,no Quintas Com Livros, a comunidade de leitores da Biblioteca Municipal debateu o livro HISTÓRIAS DE AMOR, de José Cardoso Pires. A edição recente tem uma curiosidade: traz as marcas das passagens que a censura marcou a azul na altura da sua primeira publicação, em 1952, e que levaram à retirada do livro do mercado. Esse acabou por ser o tema central da conversa. A Censura era um atestado de menoridade mental aos portugueses e um certificado de estupidez e cretinice para os seus agentes. E como é que há gente que diz que tem saudades deste tempo? Que apela a "um novo salazar que ponha isto na ordem!"? Que gente é esta, que oiço por aí, destituída de lucidez, de cultura histórica e de dignidade?
E não me venham com a história de que as pessoas estão frustradas, desencantadas, desenganadas. Se estão, então lutem, ergam-se, protestem, gritem, exijam.
As marcas da censura são a imagem de uma época dominada por uma elite marcada pela hipocrizia, pela tacanhez mental,  pela miséria moral. E pela demissão e cobardia de muita gente que vivia de cerviz dobrada.
É disto que têm saudades, ó invertebrados do meu país?

2 comentários:

José Augusto Nozes Pires disse...

Subscrevo. E bem escrito...Abraço

redonda disse...

Gostei dos seus blogues e para ser mais fácil voltar, espero que não se importe que me torne seguidora e o coloque na minha lista :)
Gábi