1.7.07

SABEDORIA


Apenas nos iludimos, pensando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.
Desconhecido

5 comentários:

Ema Pires disse...

Nao temos nada finalment, tudo nos passa através dos dedos como a areia da praia. Quando chegar o fim da vida, nao levamos nada connosco. Entao, porque tantos esforços para conseguir coisas inúteis?

Méon disse...

Exactamente!

Anónimo disse...

esta imagem cheira a Tejo, o nosso Tejo...
abraço conterrâneo
Ana Paula

Ninguém disse...

Permita-me a observação. As palavras que diz serem de autor desconhecido pertencem a Miguel Sousa Tavares e encontram-se no seu livro "Nao te deixarei morrer David Crocket". Consta que as terá usado como tributo, em elogio fúnebre, a sua mãe: a grande Sophia.

Méon disse...

Agradeço o esclarecimento. Sempre que posso, refiro a origem das citações.
Obrigado a "Ninguém".