13.2.10

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Nossa Senhora do Ó do Porto da Carvoeira - Mafra.

IR ATÉ LÁ : passada a Ericeira a caminho de Sintra, a estrada desce para a ponte sobre o Lizandro e depois sobe em curvas apertadas, entre a ravina à esquerda e os afloramentos rochosos do lado direito. Encontra-se a vila da Carvoeira. Junto à Igreja, corta-se à esquerda e segue-se a estrada até encontrar a Matriz do Porto da Carvoeira, cerca de um km mais adiante.

















A Igreja de Nossa Senhora do Ó é a Igreja Matriz da Paróquia de Nossa Senhora do Ó do Porto da Carvoeira.

Situa-se no vale da Carvoeira, afastada da povoação, na margem direita do Rio Lizandro.

Junto à ponte velha da ribeira do Cheleiros, hoje muito alterada na traça original, situa-se então esta Igreja cuja data de edificação permanece desconhecida, embora alguns elementos decorativos conservados no seu interior, como a pia de água benta, nos indiquem que já era utilizada ao culto no início do sec. XVI.
A Igreja de linhas simples, está delimitada por um adro murado, no qual foi colocado um cruzeiro, com painel de azulejos numa das faces.

O corpo do edificio é precedido por uma galilé de secção rectangular, de cércea baixa, à qual se acede por um arco de volta perfeita ladeado por duas janelas. A fachada da Igreja, que possui também planta rectangular, possui portal principal de moldura simples, com cornija destacada, onde está gravada a data 1830, encimada por uma janela rectangular e óculo, sendo rematada superiormente por empena de cruz de pedra.

Destaca-se como peça importante a pia de agua benta, quinhentista, dividida em gomos sem decoração, com boleados junto ao friso superior, cujo suporte é decorado com florões.
É um imóvel Classificado pelo IGESPAR como de interesse Municipal, que se foi degradando ao longo dos tempos mercê das inundações provocadas pelas cheias do rio, agora controladas por açudes, e que ciclicamente inundavam o vale.

Nossa Senhora do Ó é uma devoção mariana surgida em Toledo, na Espanha, remontando à época do X Concílio, presidido pelo arcebispo Santo Eugênio, quando se estipulou que a festa da Anunciação fosse transferida para o dia 18 de Dezembro.
Sucedido no cargo por seu sobrinho, Santo Ildefonso, este determinou, por sua vez, que essa festa se celebrasse no mesmo dia, mas com o título de Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria. Pelo facto de, nas vésperas, se proferirem as antífonas maiores, iniciadas pela exclamação (ou suspiro) “Oh!”, o povo teria passado a denominar essa solenidade como Nossa Senhora do Ó.
O seu relógio de sol, num dos cunhais está datado de 1764

Fotos © Méon 2009

3 comentários:

Avelaneira Florida disse...

Méon,

que venham os dias de sol...

Beijinho.

Tais Luso disse...

Oi, amigo Méon: Gostei muito da sua postagem. Assuntos de arte sacra e do período barroco, são belíssimos.

Temos, também, aqui no Brasil uma das mais belas capelas de Nossa Senhora do Ó, em Sabará, Minas Gerais. Domina na sua bela decoração, o vermelho e o ouro, numa impressionante mistura. Talvez tenha sido influenciada, em suas pinturas, na época da penetração portuguesa nas terras do Oriente, no período das grandes navegações.
A capela é pequenina, mas por dentro todo o altar é folhado a ouro, belíssimo.

Veja no link:
http://www.youtube.com/watch?v=X6eb0pwnjm4


Bjs
Tais luso

Lilá(s) disse...

Na verdade já andei muitas vezes aí por perto mas esta deve ter falhado...
Bjs