9.1.08

HISTÓRICAS AUSÊNCIAS


Faltar-me-ias tanto. Muito e tanto
como tarde de súbito a fugir
em direcção à noite. Corte tão
cheio de pagens e papoulas,
de canela e marfim.

Tudo sem ti, porém. Tudo sem ti.
(E repetir o verso faz-me bem
-consolo de quem tem o que
não há, ou seja: tu). Faltas-me em
sobressalto e em granito de
estátua que não está

e cujo corpo
nem sequer vi
nu

>(Ana Luísa Amaral, in: Imagias )

2 comentários:

avelaneiraflorida disse...

Méon,
Acho que não conheço esta autora!!!Embora o nome não me seja totalmente estranho...

E uma imagem LINDA!!!! de quem???

Méon disse...

Avelã:

Respondendo: Descobri os livros da Ana Luísa Amaral há tempos e gostei. Este IMAGIAS foi publicado pela Gótica em Lx. 2002.
O primeiro livro dela chama-se "Minha Senhora de Quê", Coimbra, Fora do Texto, 1990; reed. Quetzal, 1999.
A autora nasceu em 1956 e é prof. de Literatura Inglesa na Fac. letras do Porto.
Tem mais cinco livros de poesia e dois livros para a infância.

Quanto à imagem: mea culpa! Rapinei-a da net, há tempos, e não registei a origem. Não digas nada ao fumante da ASAE...