26.6.09

TRISTE PRODUTO...


Na minha opinião pesoal, não foi um "produtor" de cultura: foi, sim, o "produto" de uma cultura decadente, baseada no sucesso a todo o custo, na massificação, na promoção de vendas, na procura de padrões estereotipados de "moda".

Sendo sincero com o que sinto, terei de dizer que não vou ter saudades de Michel Jackson...

5 comentários:

Brancamar disse...

Realmente, uma caricatura, que pena! Concordo com tudo que dizes. É arrepiante este produto final, que traduz uma alma triste, pouco expressiva, sem nada para contar e que se reflecte nos olhos vazios, sem brilho.
Beijo

CS disse...

Texto sintético e incisivo. Nada mais há a dizer.

Palucha disse...

Caro Moedas

Apesar de gostar de alguns dos seus exitos, e sem discordar em parte consigo, confesso que sempre tive pena dquele eterno menino perdido em busca dum ideal inexistente.
Posso estar errada mas a fama para mim é mais uma prisão, um vício, que um desejo ou estilo de vida.
Abraço

Ana disse...

Ninguém é obrigado a gostar de M. Jackson, no entanto não ficaria mal a quem se reclama tão humanista e filantropo respeitar a morte de um seu semelhante. MJ foi sempre um garoto e morreu enredado nos seus próprios sonhos pueris. Nunca fez mal a ninguém senão a si próprio. Não o aprecio, mas desejo que repouse em paz, respeito a dor da sua família e lamento que a arte (neste caso a da música tivesse perdido para sempre) um dos seus grandes criadores.
O senhor Meon revelou-se um homem cruel, talvez com ressentimentos de alguma infância ou adolescência dolorida, com questões mal resolvidas. Por isso lhe custa mais ver e compreender a criança inocente que sempre foi MJ. Ele nunca cresceu, de facto, mas isso fará dele uma pessoa má e desprezível que faça com que outros se regozijem com a sua morte?

Méon, disse...

Obrigado pelas visitas.

Ana: são maneiras de ver. É evidente que, do ponto de vista estritamente pessoal, lamento a morte de MJ, como lamento a morte de milhares de pessoas que morrem diariamente à fome. Mas não as confundo. MJ teve o mundo a seus pés, ganhou milhões, deu origem a milhões ganhos por outros e não vejo que isso tenha contribuído para melhorar a Humanidade,
Era uma criança? Duvido. Para fazer tudo quanto fez no mundo da música...

Só um pormenor: não me reclamo de humanista e de filantropo. Sou um ser humano, como a Ana ( que não sei quem é...), e recuso o epíteto de "cruel". Quem me conhece até se riu dessa apreciação.

Venha sempre, diga de sua justiça, ainda bem que há opiniões divergentes. Mas tenha cuidado em não fazer acusações baseadas em apreciações subjectivas, OK?